Silvana Lucas
Tubarão
“Atualmente faltam vagas nas creches municipais para 27 crianças”. A afirmação foi feita pelo conselheiro tutelar Thiago Cachoeira, ao ser interrogado ontem pela manhã, em visita à sessão da câmara de vereadores, em Tubarão.
Conforme ele, este montante ainda pode ser maior. “Esta negativa são os pedidos que nos chegam. Número que acreditamos ser muito maior, porque muitas mães não vão ao conselho para requerer uma matrícula para seus filhos”, completou Thiago.
Quando existe vaga nas unidades escolares, o conselho encaminha um requerimento para o Ministério Público. “Este é nosso papel. Não fizemos este procedimento para prejudicar algum setor ou departamento. Queremos garantir o direito de todas as crianças estarem matriculadas. Se não requeremos, seremos negligentes com a situação”, explicou Thiago.
Ele ainda contou que os conselheiros têm conhecimento de que há superlotação de crianças nos Centros de Educação Infantis (Ceis), que existe preocupação quanto à falta de espaço pelos diretores e que os professores, inúmeras vezes, têm que se desdobrar para atender todos os pequenos.
A conselheira tutelar Maria Conceição da Silva Pulita afirmou que a preocupação quanto ao número de crianças dentro da sala de aula não é de responsabilidade dos conselheiros. “As atribuições do conselho tutelar são garantir os direitos das crianças e dos adolescentes. Sobre os professores que lecionam e questões de espaço, estas são pertinentes ao sindicato dos professores”.
“Creche não é depósito”
Com vários cartazes escritos com frases como “creche não é depósito”, um grupo de professores também esteve presente na sessão da câmara. O posicionamento das docentes foi de reivindicar uma atenção especial por parte dos legisladores e dos conselheiros tutelares para a superlotação que hoje se encontram os Ceis.
“Queremos que a lei elaborada pelo Conselho Municipal de Educação seja cumprida”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na área da Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut), Laura Isabel Oppa.
De acordo com a educadora, algumas salas de creches na Cidade Azul possuem até 15 alunos, número muito superior ao determinado pela legislação, que seria no máximo dez, entre os pequenos de zero a 3 anos.
“Entre outras observações, ainda temos definido o espaço. São 30 metros quadrados, dentro de sala de aula, para cada criança matriculada, norma que em muitos locais não é cumprida”, expõe Laura.


